Veja dicas para vagas em tribunais para quem não é formado em direito

Veja dicas para vagas em tribunais a quem não é bacharel em direito (Divulgação) 

Há oportunidades em nível médio e superior, em várias áreas.


Para quem deseja se candidatar a uma das muitas vagas aguardadas para 2011 na área de tribunais, é hora de iniciar ou intensificar os estudos. Os concursos mais frequentes costumam acontecer para o preenchimento de vagas nos tribunais de justiça –TJs-, nos tribunais regionais eleitorais –TREs- e nos tribunais regionais do trabalho –TRTs-, nos diversos estados e Distrito Federal e, também para os tribunais regionais federais das 5 regiões do país. Desde março passado, é aguardado o edital para o cargo de analista judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF).


Em geral, são oferecidos cargos de nível médio e superior na área administrativa, para formados em qualquer área. Podem também ser oferecidos cargos de nível médio específico, para área de segurança e outros, como enfermagem e informática. Existem oportunidades de nível superior para carreiras específicas bastante variadas, como tecnologia da informação, comunicação social, engenharia e muitas na área médica. Além, claro, da área judiciária propriamente dita, específica para os formados em direito.
Os salários variam conforme o tribunal e o estado, podendo chegar, em alguns casos, a mais de R$ 4 mil para técnico (R$ 4.052,96 nos TREs de MT e ES; no TRT-RN) e a mais de R$ 6 mil para analista (R$ 6.611,39 nos TREs de MT e ES; e no TRT-RN).
Alguns concursos podem exigir prova prática de digitação para alguns cargos e de condução de veículos e atividades relacionadas para funções na especialidade de segurança e transporte. Neste caso, também costuma haver teste de capacitação física.

Matérias básicas

Assim como em outras áreas de concurso público, é possível estabelecer uma prioridade de estudo em que o candidato comece pelas matérias comuns aos diversos concursos para, somente depois, dedicar-se ao estudo das disciplinas específicas.
Nos casos de vagas de nível médio, matérias como português, direito constitucional, direito administrativo, informática, raciocínio lógico e arquivologia formam uma base sólida para que o candidato esteja apto a concorrer a qualquer cargo da área, bastando estudar matérias específicas do tribunal em questão na proximidade da publicação do edital.
Para vagas de nível superior, o leque de matérias é um pouco mais amplo, se o candidato pretende estar mesmo preparado. Português, direito constitucional, direito administrativo, informática, raciocínio lógico, direito civil e processual civil, direito penal e processual penal.
Além dessas, recentemente temos observado a inclusão de disciplinas como gestão de recursos humanos e materiais, administração pública e administração financeira e orçamentária (AFO) para os cargos da área administrativa, até mesmo de nível médio.

Como iniciar a preparação

Uma boa estratégia -que também serve para quem pretende concorrer a cargos de nível médio- seria iniciar a preparação por português, direito constitucional, direito administrativo, informática e raciocínio lógico. Inclusive porque são matérias cobradas em diversos concursos, mesmo de outras áreas. A partir do momento em que o candidato tiver domínio nessas disciplinas, inclui as demais na sua programação de estudo, em duas etapas –primeiro os “direitos” e, num terceiro momento, gestão de recursos e administração-, ou todo o grupo de uma só vez.
Vale ressaltar que algumas dessas matérias podem constar de um edital e não de outro, às vezes para o mesmo tipo de tribunal em outro estado ou região. Mas, essencialmente, se o candidato tiver bom conhecimento do grupo de disciplinas sugerido, estará realmente bem qualificado para qualquer concurso da área de tribunais, incluindo apenas uma ou duas matérias complementares na publicação do edital. Seria o caso de incluir o direito eleitoral em caso de concurso para TRE, o direito do trabalho, processo e previdenciário para TRT, código e estatuto para TJ, por exemplo.
Nos casos de cargos de formação específica, é sempre cobrado o português e as disciplinas relacionadas à área de atuação. Além disso, podem constar noções de direito constitucional e administrativo, ou raciocínio lógico e informática.

* Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”

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